RS RP

Domingo, Abril 30, 2006


Resumen: La retórica de las Relaciones Públicas


Este trabajo presenta una reflexión sobre la influencia de la retórica en la teoría de las Relaciones Públicas. Siendo la retórica un instrumento de la semiótica y de la lingüística, proferida en las relaciones humanas de una sociedad de masa, adquiere características peculiares del medio en que se establece. Así como las Relaciones Públicas, la retórica se mueve en un medio cultural heterogéneo como herramienta de poder para la legitimación de sus discursos y la polarización de sus intereses.

La comunicación es necesaria en las relaciones humanas para difundir valores, concretizar la democracia social y disipar los conflictos inminentes de la sociedad plural través de la comprensión mutua. Las Relaciones Públicas tienen una función política de administrar, mediar y mismo criar las interfaces del hombre social, que necesita de esta iteración para confirmarse en la sociedad. Da la misma forma que las relaciones humanas, el lenguaje, el logos y la estética de los discursos retóricos son moldados por las variables do sistema social.

Esta pesquisa es una tentativa de dar una visión amplía de las Relaciones Públicas, relacionándolas a sus áreas afines y, principalmente, al papel esencial que la arte de la argumentación os confiere.



Palabras-clave:
Relaciones Públicas - retórica - lenguaje - cultura - valores - relaciones humanas - democracia - poder


Conferencia en la 5ta Cumbre Iberoamericana de Comunicadores







A Retórica das Relações Públicas para o desenvolvimento social


A teoria das Relações Públicas utiliza ferramentas da retórica para legitimar os discursos institucionais perante a sociedade. A arte da argumentação e o exercício do poder contribuem na efetivação do processo comunicacional e no relacionamento entre indivíduos envolvidos por identidades culturais e lingüísticas de uma sociedade heterogênea. Com uma abordagem atraente da perspectiva das relações humanas e da dinâmica social do discurso, as Relações Públicas experimentam de novos silogismos para provocar impressões e estabelecer possibilidades para o diálogo e a interação dos homens na sociedade.

Partindo de uma perspectiva multidisciplinar, panorâmica, este trabalho buscou relatar uma pesquisa inicial de ampla abrangência sobre as relações da retórica com a teoria das Relações Públicas. Foi inevitável a interdisciplinaridade, tendo em vista a complexidade estrutural de tais relações. O ser humano, imbuído de aspectos culturais e fomentador dos discursos retóricos, utiliza e cria, concomitantemente, signos, valores, crenças, linguagens e ideologias, que promovem o conjunto de convenções sociais. Estas, por sua vez, através das relações lógicas ou subjetivas, trazem aspectos imprescindíveis para a compreensão dos processos comunicacionais da sociedade de massa.

Da mesma forma, a sociedade é nutrida e moldada de acordo com todos esses meios a que está suscetível pelos relacionamentos e interações. E não só a sociedade, mas também as palavras e as linguagens são atualizadas pelo compartilhamento da mesma estrutura sistêmica. No contexto social, os homens se comunicam compreensivamente através da língua solidificada pelo pensamento coletivo e pela sistematização da retórica comunicacional. E são justamente estes elementos que produzem e firmam a legitimidade ou não de uma retórica na sociedade de massa. Estão em jogo indivíduos unidos por uma linguagem em comum e por uma série de elementos sígnicos. O ser humano deve estar atento, sobretudo, aos valores cognitivos e não às palavras propriamente ditas.

Entretanto, se os discursos retóricos se constituírem de uma argumentação debilitada, é possível surtirem efeitos negativos, conflitos e ruídos na transmissão das mensagens. Os conflitos são iminentes e, na maioria das vezes, prejudicial para o processo de comunicação. O fundamental nesse ensejo é facilitar as negociações e estar aberto ao diálogo para verificar quais as opiniões e argumentos que estão envolvidos nessa problemática. Só então, gerenciar o processo da política de boa vontade a procura do entendimento entre as partes. Um exemplo de conflito ocorrido na atual sociedade brasileira foi a crise política do Governo Federal.

Para estabelecer um discurso democrático pertinente e harmonizar as relações entre os seres humanos, entidades e sistemas sociais, o profissional de Relações Públicas recorre à retórica em sua forma mais plena. Ele considera a pluralidade e heterogeneidade da sociedade de massa, organizada por meio de um contrato social. Através dessas ferramentas de poder é possível chegar a um desejado equilíbrio entre os interesses da realidade social, visando a erradicação de conflitos, além da ratificação e da permanência de uma compreensão mútua entre os indivíduos. Com estratégias de comunicação, é necessário respeitar as diversidades da sociedade, seus valores, identidades particulares e os intercâmbios culturais dos grupos sociais. Ter consciência de que, mais importante do que as ferramentas de comunicação utilizadas para orientar mudanças sociais é o processo que será desenvolvido no fortalecimento dos relacionamentos humanos.

Uma das maiores questões talvez ainda seja a vontade de verdade, já elucidada por Foucault. Através dessa ansiedade compulsiva pelo conhecimento, e, conseqüentemente, pelo poder, o indivíduo é capaz de absurdos. Ele busca prestígio, legitimidade e o poder através da retórica (no caso da crise política brasileira, a corrupção foi o início de um relacionamento conflituoso entre governantes e governados, e na retórica está a esperança de não perderem sua legitimidade). Mas só isso não basta, é essencial sincronizar o ethos e o pathos para melhor eficácia do discurso. A relação entre os dois propõe uma dimensão subjetiva do orador através da imagem discursiva que o orador constrói de si mesmo e da imagem discursiva que ele faz do público ouvinte. Formam-se imagens bricoladas de valores e juízos; de sentimentos particulares e sensíveis, como as paixões de Aristóteles.

Através da disseminação desses valores, o orador tentará provocar a compaixão e despertar sentimentos de uma verdadeira dialética passional. Cabe lembrar que o valor é descoberto e não julgado, formulado ou criado. Não se dá valor a nada, se descobre. Por ser uma qualidade própria dos homens, os valores fundamentam uma relação entre sentido e conhecimento. Podem ser subjetivos e objetivos, dependendo do propósito e da forma como são concebidos.

Todo o trabalho de Relações Públicas baseia-se na descoberta desses valores para formular um discurso que legitime tanto o desenvolvimento social de povos, como uma imagem institucional. Através da arte da argumentação e da consciência do individuo como ser humano, pertencente a um grupo social, o discurso e a dialética se afirmam em busca da liberdade de expressão. Tais premissas podem ser aceitas, rejeitadas ou, até mesmo, nem percebidas pelo outro. Isso porque diversos aspectos colaboram para a efetivação da comunicação, tais como: a semiologia, através dos códigos lingüísticos; a sociologia, através das leis sistêmicas de convívio; a psicologia, através das revelações sobre o comportamento humano; e a lingüística, que, através das palavras e da linguagem, se torna base para todo o desenrolar do princípio retórico e comunicacional.

A argumentação tem um papel fundamental para as Relações Públicas atuarem na valorização das relações humanas, democratização política, nas mudanças comportamentais da sociedade e seu desenvolvimento. O profissional enfatiza o poder da palavra na dinâmica cultural da coletividade, além de edificar uma linguagem, como agente poderoso neste processo de legitimação da comunicação pela gestão retórica dos relacionamentos humanos.